segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Como funciona a Bolsa de Valores



Por: Luiz Prado/Divulgação BMeFBovespa

Economia UOL


O que são ações na Bolsa de Valores?

Uma ação é a menor parte do capital de uma empresa, é um pequeno pedaço dela. Uma pessoa que compra uma ação passa a ser uma pequena sócia da empresa.

Tipos de ação

Ordinária (ON) - dá direito a voto em assembléia sobre definições da empresa.

Preferencial (PN) - não dá direito a voto, mas preferência no recebimento de dividendos.

As empresas dividem seus lucros com os acionistas. Algumas fazem isso mensalmente, outras trimestralmente.

Os dividendos dados a quem tem ONs nem sempre são iguais aos dados a quem tem PNs.

Nesses casos, as preferenciais recebem valores maiores. Além disso, as PNs são vendidas e compradas com maior facilidade.

Porém, algumas empresas só disponibilizam ações ordinárias nominativas.

Como investir em ações?

As ações são negociadas nas Bolsas de Valores. No Brasil, a compra e venda de ações acontece na BM&FBovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).

Essas negociações são feitas por meio das corretoras habilitas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A lista das corretoras credenciadas pode ser encontrada nos sites da CVM (www.cvm.gov.br) ou da BM&FBovespa (link encurtado: http://zip.net/bjrtpv).

Para começar a comprar e vender ações, é necessário fazer um cadastro na corretora (informando nome, profissão, endereço e entregando cópias de RG, CPF e comprovante de residência).

Assim, a corretora abre uma conta desse investidor na Bolsa. Cada instituição determina qual a quantia mínima para a abertura da conta.

Como comprar ações

As ações podem ser compradas de três maneiras:
1) Fundos de Investimento
Um fundo funciona como um condomínio. Cada um dos seus investidores possui uma cota, que corresponde a uma porção do total de ações que o fundo tem.

Cada fundo tem seu próprio estatuto, que informa suas regras e o grau de risco de seus investimentos.

Todo fundo precisa ter um gestor certificado pela CVM, que coordena as compras e vendas de ações.

Assim, quando uma pessoa adere a um fundo, deve estar de acordo com sua política de investimento, especificada em seu estatuto.

2) Clubes de Investimento
Os clubes têm um caráter menos formal que um fundo.

Um grupo de amigos ou familiares pode formar um clube, que pode ser aberto com no mínimo três pessoas e chegar até um limite de 50.

Diferentemente dos fundos, não precisam de um gestor certificado pela CVM, mas um representante que dê à corretora a ordem de compra ou venda de ações.

Nesse caso, há maior liberdade por parte das pessoas que compõem o clube sobre quanto e onde será investido.

3) Individualmente
Nessa situação, a pessoa controla as ordens de compra e venda de suas ações.

Para escolher quais ações comprar, pode contar com os analistas da corretora, que irão tirar dúvidas e ajudar a identificar quais são os bons investimentos para aquele momento.

O investidor pode acompanhar sua conta, ter acesso aos custos de operação e comprar e vender ações pela Internet (com exceção dos fundos, onde quem compra e vende é o gestor). Mas, nesse caso, em muitas corretoras, ele pode comprar a cota do fundo.

O nome desse serviço é Home Broker e pode ser acessado pelo site de uma corretora que oferece esse sistema. A lista dessas corretoras pode ser encontrada no site da BM&FBovespa (link: http://zip.net/bjrtpv).

As ordens de compra e venda também podem ser dadas pelo investidor por telefone. Ou seja, o investidor liga para sua corretora e informa o que deseja fazer.

Sempre que se compram ou vendem ações, há um período de três dias úteis para que o dinheiro saia ou entre na conta que o investidor possui.

No caso dos fundos ou clubes, cada um tem um regulamento próprio que indica em quanto tempo o dinheiro poderá ser retirado após uma ordem ser efetuada.

Taxas

  • Taxa de administração - cobrada nos fundos e clubes, é calculada anualmente em relação ao valor aplicado no fundo e cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor manteve operações. Se o investidor retirar o dinheiro em seis meses, pagará uma taxa proporcional ao período.
  • Taxa de corretagem - cobrada cada vez que é emitida uma ordem de compra ou venda
  • Taxa de custódia - cobrada mensalmente pela guarda das ações (a corretora pode escolher não cobra-lá nos meses em que o investidor comprou ou vendeu ações)
  • Taxa de emolumentos - paga à BM&FBovespa e calculada em relação ao valor que envolve a compra ou venda de ações.
  • Taxa de performance - cobrada quando o fundo supera a rentabilidade esperada.
Com exceção da taxa de emolumentos, cobrada pela BM&FBovespa, o valor das outras taxas varia de acordo com a corretora. Por isso, antes de escolher uma corretora, é importante pesquisar.

Qual o valor mínimo para investir em ações?

Não há valores mínimos para se investir em ações, eles variam de acordo com a corretora e o preço das ações que serão compradas. Para quem investe valores pequenos, como R$ 1.000, optar por um fundo ou clube pode ser uma maneira de aumentar o total investido.
O investidor deve também avaliar a proporção dos custos sobre o valor investido. Quanto deverá render a ação para pelo menos cobrir esses custos?

Riscos

A compra de ações é considerada um investimento de alto risco. Por causa das variações nos preços das ações, não há garantia de retorno do que foi investido.

Essas altas e baixas podem acontecer, por exemplo, devido a alterações no setor de atuação da empresa. Esse é o chamado risco de mercado.

O que também pode acontecer é o risco de liquidez. O problema aí é não conseguir vender uma ação que tenha sido comprada. Por isso, o ideal é não investir em ações valores que sejam necessários em curto prazo.

Dúvidas e sites úteis

Mais informações sobre investimentos podem ser obtidas no site Portal do Investidor (link encurtado: http://zip.net/bxrtf7), da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Dúvidas também podem ser esclarecidas pelo Serviço de Atendimento ao Cidadão da CVM: (link: http://zip.net/bprs2Z)
A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) também oferece, por meio do portal "Como investir?" (link:http://zip.net/bnrtvS), informações sobre fundos de investimentos e ações.
O Instituto Educacional BM&FBovespa (link: http://zip.net/bxrDfs) também oferece informações e cursos pagos e gratuitos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Brasileiros têm R$ 225 bilhões em dívidas

Homem com cartões de crédito

Por: Flávia Albuquerque, da AGÊNCIA BRASIL

A lista de inadimplentes do Brasil começou o ano com 59 milhões de pessoas, de acordo com levantamento feito pela Serasa Experian.
O total das dívidas chega a R$ 255 bilhões. Em janeiro do ano passado eram 54,1 milhões de consumidores nessa situação. A principal causa para a inadimplência é o desemprego, apontada por 26% dos 8.288 entrevistados em novembro do ano passado.
Segundo a pesquisa, o descontrole financeiro é admitido como responsável pelas contas atrasadas por 17% dos consumidores.
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O esquecimento dos compromissos financeiros (7%), empréstimo do nome para terceiros (7%) e despesas extras, com educação, saúde e outros serviços (7%) foram outras razões mencionadas para o não pagamento das dívidas.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada no último dia 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego subiu a 9% no trimestre encerrado em outubro, o maior percentual da série iniciada em 2012.
No trimestre encerrado em julho, a taxa foi 8,6% e, no período entre agosto e outubro de 2014, chegou a 6,6%.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a alta da inadimplência, crescente deste o início de 2015, é causada pelo cenário econômico bastante adverso à quitação das dívidas do consumidor: desemprego, taxas de inflação e juros em alta.
“A inflação corrói a renda e o desemprego destrói, o que é pior”, argumenta o economista da Serasa Experian Luiz Rabi sobre os efeitos da crise.
A entidade orienta aqueles que continuam empregados a ter cautela com o crédito e fazer uma reserva financeira. Para os que ficaram desempregados a não entrarem em pânico e tentarem se organizar do ponto de vista pessoal e financeiro.
Além disso, deve-se procurar os credores de financiamentos para expor a situação e alongar prazos, além de pensar em vender alguns bens, como o carro.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

10 livros para ganhar dinheiro em 2016

Porquinho e livros

Marília Almeida, de EXAME.com

"Economia na Palma da Mão"

Autores: Carlos Eduardo S. Gonçalves e Bruno Cara Giovannetti
Editora: Benvirá
Escrito por dois professores da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (FEA-USP), o objetivo do livro é explicar  com bom humor conceitos econômicos que têm impacto direto na vida de consumidores. Entre os termos "traduzidos do economês" pelos autores estão: bolha financeira, inflação, fundos de investimento, câmbio, PIB e prêmio de risco. 

"Scarcity: The New Science of Having Less and How It Defines Our Lives"

Autores: Sendhil Mullainathan e Eldar Shafir
Editora: Picador
Um economista de Harvard e um psicólogo de Princeton, duas faculdades renomadas dos Estados Unidos, analisam como a escassez de recursos, inclusive de dinheiro, leva o cérebro a buscar alívio imediato em vez de planejar e buscar soluções para resolver problemas no longo prazo, e dão dicas para quebrar esse ciclo vicioso.

"Pescando Tolos - A Economia da Manipulação e Fraude"

Autores: George Akerlof e Robert Shiller
Editora: Alta Books
Os ganhadores do Nobel George Akerlof e Robert Shiller abordam no livro as armadilhas do mercado financeiro, que explora fraquezas psicológicas e ignorância dos consumidores.
Entre os temas abordados estão a forma como utilizamos o cartão de crédito sem limites e as táticas sedutoras das campanhas de publicidade, que nos levam a pagar caro por crédito e pela aquisição de alguns bens. O livro também inclui histórias de personagens que souberam lidar com essas manipulações ao buscar mais conhecimento.

"Other People’s Money: The Real Business of Finance"

Autor: John Kay
Editora: PublicAffairs
O economista britânico explica como o sistema financeiro moderno é incapaz de proteger os clientes de instituições financeiras contra fraudes e falências, tomando como gancho a crise de 2008. Para o autor, existe uma série de falhas na regulação dos mercados que contribui para esse cenário e somente o conhecimento da população e uma pressão por mudanças podem mudar esse panorama. O título foi considerado o livro do ano pelos veículos Financial Times, The Economist e pela Bloomberg. 

"Sobrou dinheiro"

Autor: Luís Carlos Ewald
Editora: Bertrand Brasil
O best seller escrito por Luís Carlos Ewald, consultor financeiro que ficou conhecido como Sr.Dinheiro depois de participar de um quadro no qual respondia dúvidas financeiras no programa Fantástico, da TV Globo, ganhou uma nova edição ampliada no ano passado, que mostra como uma família deve gerenciar as despesas para não ficar no vermelho. Para isso, o autor explica termos como inflação, impostos e reajustes de preços.

"Coined: The Rich Life of Money and How Its History Has Shaped Us"

Autor: Kabir Sehgal
Editora: Grand Central Publishing
Escrito pelo vice-presidente de mercados emergentes do banco de investimentos J.P. Morgan, o livro investiga a origem do dinheiro para analisar a sua relação psicológica com a humanidade e reflete sobre a necessidade de dar um novo sentido a ele. O título foi elogiado pelo ex-presidente americano Bill Clinton e pelo empresário britânico Richard Branson. 

"Dinheiro: Os segredos de quem tem: Como conquistar e manter sua independência financeira"

Autor: Gustavo Cerbasi
Editora: Sextante
No livro, Gustavo Cerbsasi, consultor financeiro e autor de best sellers como "Casais inteligentes enriquecem juntos", mostra como a riqueza está na maior parte das vezes associada ao trabalho duro, à disciplina e a uma vida frugal, e não a gordas heranças ou muito estudo. O autor também mostra que o caminho para ficar rico depende mais de decisões cotidianas do que de bens que possam vir a ser acumulados ao longo do tempo.

"The Opposite of Spoiled: Raising Kids Who Are Grounded, Generous, and Smart About Money"

Autor: Ron Lieber
Editora: Harper
Ao escrever uma matéria sobre jovens que buscavam financiamento estudantil nos Estados Unidos, Ron Lieber, colunista de finanças pessoais do jornal New York Times, ficou impressionado com a falta de conhecimento dos adolescentes americanos sobre conceitos relacionados às finanças pessoais e decidiu escrever um livro para se aprofundar no tema. Para o autor, os pais têm um papel fundamental na reversão desse problema e devem educar os filhos financeiramente enquanto eles ainda são jovens. No livro, Lieber fala não só sobre a importância da educação financeira, como ensina os jovens a gerenciar melhor suas finanças ao longo da vida.

"De Quem É o Dinheiro? - Ganância, Medo, Azar e Sorte - Vitórias e Tropeços na Bolsa"

Autores: Adley Piovesan e Homero Chemale
Editora: Textonovo
Escrito por consultores de investimentos que trabalham em bancos e corretoras, o livro reúne 51 histórias curtas sobre personagens que atuam em bolsas de valores e suas tentativas de atrair e ludibriar investidores. Todas as histórias trazem uma mensagem, direta ou indireta, sobre os sentimentos e riscos presentes no "alucinante" mercado acionário, que servem de alerta ao leitor.

"The Debt Escape Plan: How to Free Yourself From Credit Card Balances, Boost Your Credit Score, and Live Debt-Free"

Autor: Beverly Harzog
Editora: Career Press
A autora, advogada especializada em defesa do consumidor, conta como quitou uma dívida de 20 mil dólares , contraída em diversos cartões de crédito, em um prazo de dois anos. Com planejamento e disciplina, Beverly relata como foi possível voltar a ter um bom score de crédito (nota atribuída pelos bancos para avaliar seu risco de inadimplência) e evitar cair novamente em um ciclo interminável de dívidas. Para isso, ela diz que, em vez de quebrar seus cartões de crédito, buscou entender o próprio comportamento em relação ao dinheiro para eliminar hábitos nocivos.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

O Incrível Poder dos Juros Compostos

O Incrível Poder dos Juros Compostos

Albert Einstein disse uma vez que “os juros compostos são a força mais poderosa do Universo”. Isso é uma grande verdade, porque o poder dos juros compostos é tão grande que ele ser o seu melhor amigo como investidor, fazendo com que uma pequena soma de dinheiro vire uma soma enorme, bem como pode ser o pior inimigo se você for um devedor, aumentando o tamanho das dívidas rapidamente.
Aqui vamos falar apenas do juro composto como nosso amigo, ou seja, quando nós investimos dinheiro. A poupança, todas as aplicações de renda fixa e fundos de investimento são remuneradas com juros compostos. Diferente dos juros simples, que são calculados apenas sobre a quantia investida, os juros compostos são os juros que incidem sobre os juros acumulados anteriormente. Eles são os famosos “juros sobre juros”, que produzem um efeito de bola de neve com o seu dinheiro.
Por exemplo, suponhamos que você invista R$1.000,00 como uma taxa de juros de 5% ao ano. Ao final do primeiro ano você terá R$1050. Bem, isso não é grande coisa, mas no ano seguinte você já será remunerado com 5% de R$1050 e não mais com 5% de apenas R$1000. Dessa forma, ao fim do segundo ano você terá R$1102,50.
Se no primeiro ano você teve um ganho de R$50 e no segundo já teve de R$52,5. Agora imagine que você espere, digamos… vinte anos. Nesse caso você terá acumulado R$ 2.653,30. E em 30 anos? R$ 4.321,94. Em 40 anos? R$ 6.704,75. E assim por diante.
Você pode estar se perguntando: “de que adianta investir se meu dinheiro se ele só irá render míseros R$50 ao ano?” Sim, no curto prazo realmente não vale a pena deixar R$1000 “parados” apenas para ganhar R$50, mas não se deixe enganar pelas aparências.
Você precisa estar focado nos resultados de longo prazo. Os resultados de curto prazo não são tão importantes como aquilo que vai acontecer com o seu dinheiro no curso de 20 ou 30 anos. Além disso, a taxa de juros de 5% que eu usei no exemplo é extremamente conservadora. Vejamos a seguir um outro exemplo.
Se você fizer um investimento único de R$5.000, com uma taxa de juros média de 8% ao ano e nunca tocar nesse dinheiro, ao final de 30 você terá acumulado mais de 54 mil reais! Veja no gráfico abaixo o desenvolvimento desse investimento:
Gráfico: Investimento Único de R$ 5.000,00
Observe que nos primeiros anos o crescimento é muito pequeno, mas com o passar dos anos a linha torna-se cada vez mais íngreme. Ouse seja, o investimento começa a render juros devagar, mas vai crescendo cada vez mais rapidamente conforme o tempo passa.
Agora, se você quiser explorar o poder do juro composto em sua totalidade é preciso realizar investimentos regularmente. Suponhamos que invista mensalmente R$1000 durante o mesmo período de 30 anos e com a mesma taxa de juros de 8% ao ano, conforme o gráfico abaixo.
Gráfico: Investimento de R$ 1.000,00 por Mês
Nesse caso o investimento crescerá para R$ 1.555.728,33. Isso é mais de 4 vezes o total das contribuições mensais, que totalizam R$ 372.000,00. Esse é mais um exemplo extraordinário do funcionamento dos juros compostos.
Então, se você quiser aproveitar todo o poder dos juros compostos que está disponível, você deve começar a investir desde cedo.

Porque Começar Cedo

Porque Começar Cedo
É da natureza humana procrastinar, mas nesse caso isso pode lhe custar muito caro. Ainda utilizando o exemplo anterior, se você começasse a poupar apenas um ano depois você iria perder R$ 69.343,05, enquanto precisaria ter investido apenas R$ 12.000,00 durante aquele ano. Perceba o quão importante é começar cedo a poupar e a investir.
Muitas pessoas se enganam pensando que estão perdendo o retorno que obteriam no primeiro ano ao investir R$12.000, quando na verdade estão perdendo o retorno que poderiam obter no último ano, como mostra o gráfico a seguir.
Gráfico: Retorno do Investimento de R$ 1.000,00 por Mês
Observe que se você começar a investir um ano mais tarde estará investindo por apenas 29 anos, e não mais 30 anos como anteriormente. Nesse caso é a rentabilidade que você obteria no último ano que é perdida.
Ainda não está convencido? Então vamos ver mais alguns motivos para que você comece a investir desde cedo.
Se você começar a poupar R$1.000 por mês desde os 25 anos e esse dinheiro render 12% ao ano, você terá acumulado R$ 644.975,45 quando chegar aos 60 anos.
Se no entanto você começar apenas aos 35 anos, você terá “somente” R$ 189.231,39. Supondo que queira atingir esse mesmo valor de 644 mil reais, você teria que aumentar o seu investimento mensal em mais de 3 vezes, de R$1000 para R$ 3400.
Gráfico: Investimento Mensal de R$ 1.000,00 com taxa de juros de 12% ao ano
Você já pensou se sua avó tivesse feito um investimento único de R$1.000 para você a 60 anos atrás, com uma taxa de juros média de 12% ao ano? Hoje esse dinheiro teria se transformado em quase R$1,3 milhões de reais.
É por isso que você também deve poupar para os seus filhos e ensiná-los a poupar. Se você começar a poupar apenas R$20 por mês quando seu filho nascer, você terá acumulado R$ 21.094,59 quando ele tiver 20 anos a uma taxa de 12% ao ano, ou R$ 137.131,91 se continuar poupando até ele chegar aos 30 anos de idade.
Percebeu todo o poder que os juros compostos possuem? Sim? Então agora está na hora de você tomar uma atitude e fazê-los trabalhar para você.

Como Fazer os Juros Compostos Trabalharem para Você

Aproveitar o poder dos juros compostos é muito simples. Tudo que você precisa fazer é escolher uma aplicação com bom retorno mensal e deixar os juros fazerem seu trabalho. Depois faça contribuições regulares, transformando o ato de poupar em uma prioridade.
Em seguida seja paciente e não mexa no seu dinheiro. Os juros compostos só vão funcionar se você deixá-los crescer. Os resultados podem parecer pequenos no início, mas não se desanime. Pense sempre no resultado final que você irá atingir.
Esse é segredo das pessoas inteligentes: elas não enxergam apenas o dinheiro que estão deixando de gastar agora, mas enxergam também o dinheiro que vão ganhar no futuro. Elas sabem que cada real que pouparem agora pode se transformar em R$10, R$20 ou R$100 no futuro.
A melhor forma de assegurar o seu futuro financeiro de sucesso é começar a poupar agora. A quantidade de capital com que você começa não é tão importante como começar cedo. A cada ano que você deixa de poupar e investir seu dinheiro mais difícil se torna atingir grandes objetivos.
Quanto antes você começar mais tempos os juros compostos irão trabalhar para você e mais rico você vai ficar no final das contas. Note que com começar cedo eu quero dizer agora, independentemente da sua idade ou condição financeira.
Agora você pode estar levantando objeções como: “Eu não tenho nenhum dinheiro para investir”, ou “Não sobra nada no fim do mês para eu poupar”, e etc. 

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O que vale a pena abastecer: Gasolina ou Álcool?

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Para quem tem carro flex, é preciso ter cautela ao escolher com qual combustível abastecer o veículo. A principal diferença entre álcool e gasolina está na proporção preço x desempenho. Para ser mais vantajoso, o litro do álcool deve custar até 70% do litro da gasolina.

Caso queira fazer esse cálculo, a conta é simples: basta dividir o valor do litro de álcool pelo da gasolina. Se o resultado for menor que 0,7, abasteça com álcool. Se for maior, opte pela gasolina.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Conheça as Debêntures

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Para financiar iniciativas a médio e longo prazos, como ampliar uma fábrica, comprar uma nova linha de maquinário ou trocar a frota de veículos, uma empresa precisa de recursos financeiros. Entre as alternativas disponíveis para levantar esses recursos está a emissão de um título de crédito denominado debênture.

As empresas chamadas sociedades limitadas não têm poder para emitir debêntures. Para emitir debêntures, a empresa deve ter seu capital representado por ações e ser uma sociedade anônima. Sendo assim, a debênture tem uma característica especial em relação a outros títulos de crédito: é uma alternativa de financiamento que precisa da aprovação dos acionistas, pois sua emissão não pode ser decidida pela diretoria da empresa isoladamente.

Somente companhias abertas podem emitir publicamente debêntures, devendo então seguir alguns procedimentos, como convocar uma Assembleia Geral dos acionistas para autorizar a emissão, elaborar uma escritura de emissão registrada em cartório, efetuar o registro dessa emissão na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), emitir e providenciar a negociação das debêntures no mercado comprador. Além disso, a empresa emissora deve pagar aos investidores as debêntures no vencimento, na forma prevista na escritura de emissão.

Todas as emissões públicas de debêntures devem, obrigatoriamente, ser registradas na CVM. As companhias de capital fechado só podem realizar emissões privadas com oferta a acionistas ou a grupos restritos de investidores que atendam a determinados requisitos.

Assim, a debênture é usada pelas empresas para captar recursos. Como é uma dívida, a pessoa que a compra (você) passa a ser credor da empresa e quando a empresa paga a dívida ela paga também uma remuneração adicional, que é o seu prêmio por ter “emprestado” dinheiro para ela.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Rentabilidade real, entenda este conceito

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Por: Eduardo Ribas - Manchester Investimentos - (47) 3032-3700

eduardo@manchesterinvest.com.br

Rua Alexandre Schlemm, 300 - Bucarein Joinville - Santa Catarina

Um conceito extremamente relevante, e que muitas é deixado de lado pelo investidor tradicional, é o da rentabilidade real. Em tempos de inflação elevada, é fundamental que as pessoas preocupem-se em melhorar a rentabilidade dos seus investimentos para pelo menos conseguir corrigir o “valor do dinheiro”.
 Por exemplo:
Imagine que você investiu R$ 100.000 na Poupança em 1/1/15. Você teria R$ 107.309 em 30/11/15, já líquido de impostos.
Porém, o IPCA (inflação ao consumidor) de 2015 até agora é de 10,67%. Isto significa dizer que o que você comprava com R$ 100.000 no início deste ano agora custa R$ 110.670.
Agora a pergunta: de que adianta você investir seu dinheiro se não consegue nem acompanhar a alta dos preços?
Isto significa ter juro real negativo.

A cultura tradicional do brasileiro de desconhecer o mercado financeiro e de confiar 100% no gerente do banco para direcionar suas aplicações deve ficar para trás para que isto não aconteça com o seu dinheiro.
O índice mais tradicional que mede as aplicações financeiras é o CDI. Se o investidor tivesse aplicado o mesmo valor um CDB de 100% do CDI (investimento com retorno acima da média das aplicações bancárias tradicionais e de perfil conservador), a rentabilidade seria de 13,24%. Porém, o CDB não é isento de imposto de renda e este capital será tributado em 22,5% a 15% sobre a rentabilidade. Vamos assumir uma alíquota de 20%. Isto traria o retorno líquido para 10,59%.
Portanto, mesmo com uma aplicação bastante acima do retorno visto pela média de investidores no país, o investidor ainda não está conseguindo acompanhar a alta nos preços e está perdendo poder de compra.

É importante evitar esta situação e buscar manter e aumentar o valor do dinheiro investido. Existem diversas aplicações eficientes de se conseguir isto. Entre elas, Títulos Públicosdebêntures, títulos diretos de renda fixa (LCI, LCA, CDB) atrelados diretamente à inflação,…
Cada uma destas aplicações tem características específicas e é indicada para um tipo de perfil/objetivos. As pessoas têm diferentes necessidades de liquidez e se adequar pode trazer mais dinheiro para seu bolso.


Antes de efetuar qualquer investimento, sugiro buscar a ajuda de um especialista para entender os pontos positivos, negativos, e perspectivas econômicas para a determinada aplicação.